RAÍZ , ESTRUTURA PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA

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1. Raíz - Estrutura Primária

Na estrutura anatómica da raíz de uma monocotilédonea - fig. 1, 2, 3 e 4 - como é o caso do milho (Zea mays L.) podemos distinguir: a epiderme (epd) constituída por uma camada de células vivas que reveste a raíz com crescimento primário (sistema dérmico); no sistema fundamental, a zona cortical ou córtex (ctx) constituída geralmente por células de parênquima e cuja camada mais interna é designada endoderme (end), formada por células cuja parede contém algumas zonas suberificadas; a parte externa da zona cortical pode designar-se de exoderme (exd) podendo apresentar várias camadas de células compactadas; o cilindro central (cc) que inclui o sistema vascular apresenta uma camada exterior de células em geral parenquimatosas, formando o periciclo (per), tecidos vasculares (feixes de xilema (xil) e de floema (flo) e, nas raízes desenvolvidas, observa-se a medula (med) zona central da estrutura, preenchida por células parenquimatosas.



    Na estrutura primária da raíz de monocotilédoneas os feixes vasculares são simples alternos, apresentando as células mais precoces do protoxilema e de protofloema numa posição mais periférica do feixe, e células tardias de metaxilema e de metafloema na parte interna. No seu conjunto, pela existência de vários feixes numa posição circular, pode designar-se essa disposição de estrutura poliarca.
Os feixes lenhosos (xilema) são constituídos por : elementos condutores, traqueídos e elementos de vaso (evl) - fig.3 - dispostas estas últimas células em séries longitudinais formando vasos lenhosos; por células de parênquima; e, por vezes, células de suporte, fibras. As paredes das extremidades de cada elemento de vaso apresentam placas de perfuração (ppf) - fig. 3 - que permitem a movimentação livre da água de célula para célula.
O floema (feixes liberinos) é, tal como o xilema, um tecido complexo constituído por: elementos de tubo crivoso dispostos em séries verticais formando os tubos crivosos; por células companheiras; por células de parênquima e, por vezes, fibras.
A estrutura anatómica da raíz do trigo (Triticum sp.) - fig. 5 - apresenta igualmente o crescimento primário característico das monocotilédoneas, observando-se a formação de uma raíz lateral (rzl) originada de células do periciclo, cuja multiplicação permite a formação de uma ramificação crescendo perpendicularmente ao eixo da raíz principal.


Na estrutura apresentada na fig. 6, corte transversal da erva-serra (Leersia oryzoides), uma monocotilédonea que cresce em arrozais, observa-se a zona cortical preenchida por parênquima aerífero ou aerênquima (aer) com grandes espaços intercelulares cuja formação envolve a destruição de células.

A estrutura da raíz de uma dicotilédonea, ainda em crescimento primário, como é o caso do Ranunculus sp. - fig. 7 - apresenta as zonas anatómicas características da anatomia da raíz, epiderme (epd), zona cortical (ctx) e cilindro central (cc), limitado externamente pela endoderme (end).


O cilindro central, ocupado nesta estrutura apenas por tecidos vasculares, pela inexistência de medula, apresenta um padrão vascular tetrarca formado por quatro feixes de xilema, característico de dicotilédoneas. Nestes feixes lenhosos - fig. 8 - as células que ocupam uma posição mais externa apresentam menor tamanho sendo as primeiras a completar a diferenciação e constituem o protoxilema (ptx). Na região central observa-se o metaxilema (mtx), com elementos de diâmetro crescente e que completam a maturação mais tardiamente. Observa-se o início da formação do câmbio vascular (cv) - fig. 9 - cordão de células situadas entre o xilema e o floema.

 


2. Raíz - Estrutura Secundária

O crescimento secundário, tanto nas raízes como nos caules, é característico de dicotiledóneas e de gimnospérmicas. Consiste na organização de estruturas com tecidos vasculares secundários formados a partir do câmbio vascular e do câmbio subero-felodérmico ou felogene. Nas fig.10 e 11 observa-se uma estrutura com crescimento secundário revestida por uma periderme (pdm), camada constituída, do exterior para o interior, por suber (células suberificadas), felogene (células meristemáticas) e feloderme (células de parênquima). Na região central observa-se o cilindro vascular com feixes duplos abertos. A formação e actividade do câmbio vascular (cv) – fig.10 e 11 - cujas células desenham cordões entre o xilema (xil) e o floema (flo), provoca a ruptura e destruição da endoderme e de parte do cortex. Da actividade de células, nomeadamente do periciclo, produz-se parênquima radial – fig. 11 - que forma raios (rp). A sequência de formação do xilema e do floema permite localizar o xilema primário (x1º) em posição mais interior, ocupando o centro da estrutura, relativamente ao xilema secundário (x2º). O floema secundário (f2º) apresenta-se em posição mais próxima do câmbio e o floema primário (f1º) mais afastado.



 

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