APRENDENDO COM FOLDERS

 

 

Aprendendo com Folders
Produzindo folhetos críticos e informativos em sala de aula


Folders comunicam de forma objetiva e explicativa informações 
que divulgam produtos, idéias, projetos, ideologias,...

De acordo com o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, Folder é um “impresso de pequeno porte, constituído de uma só folha de papel com uma ou mais dobras, e que apresenta conteúdo informativo ou publicitário; folheto” ou ainda “prospecto dobrável”. Num exame etimológico da palavra folder, de origem inglesa, aparecem referências como “folheto dobrado”, “o que dobra” ou ainda a derivação deste vocábulo do verbo to fold, ou seja, dobrar.

Com os modernos recursos que nos foram disponibilizados através do advento e do barateamento da informática surgiu a possibilidade de imprimir folders até mesmo em nossas próprias casas, empregos ou ainda nas escolas.

Se não bastasse isso, a própria editoração desses “impressos de pequeno porte” também nos foi permitida a partir de nossas máquinas domésticas. Há alguns softwares que foram concebidos para essa particular função.

E por mais que estreitemos o nosso olhar e não percebamos que tais recursos existem para todos os usuários de computadores (até mesmo para nós, reles mortais, que pouco conhecemos sobre essa importante e imprescindível ferramenta), é mais que necessário que saibamos de suas existências, aprendamos a utilizá-las e que as coloquemos entre os recursos regularmente usados em nosso ofício cotidiano.


Os folders são dobráveis, utilizam imagens, dão destaque às idéias mais 
importantes com quadros ou palavras em fontes maiores (maiúsculas, 
coloridas ou de diferentes formatos). Seu propósito é comunicar 
rapidamente idéias sem cansar os leitores.

Quando não fazemos isso estamos subutilizando nossos equipamentos e deixando de oferecer aos nossos alunos o melhor que poderíamos apresentar ou realizar em sala de aula. Além disso, não podemos nos esquecer que a adição de elementos gráficos e visuais a nossos projetos/aulas/avaliações dá aos estudantes mais materiais para analisar e refletir.

Há também, por parte dos especialistas em educação, a certeza de que fazemos parte de uma geração eminentemente visual (e que o futuro também reserva essa característica aos habitantes desse planeta). Não é preciso fazer força para entender como isso está presente em nosso redor: - Através da televisão; da própria Internet; nos grandes painéis ou outdoors que povoam cidades e estradas; na proliferação de livros e revistas ricamente ilustrados; ou ainda nos folders...

Tendo ao nosso alcance a possibilidade de produzir nossos próprios folders, sabendo das particularidades e da riqueza de uma comunicação de informações que alie imagens e palavras e, cientes de que isso poderia se tornar uma eficiente ferramenta educacional, decidi colocar isso em prática através de um novo projeto com uma de minhas turmas de alunos do Centro Universitário Senac de Campos do Jordão.


A criatividade é elemento essencial para a criação dos folders. Somente assim 
eles podem se tornar elementos realmente atrativos para o público ao qual se destinam.

Para tanto fizemos todo um percurso de trabalho, tendo um tema de aulas definido (nesse caso a McDonaldização dos hábitos alimentares, que já tive a oportunidade de esclarecer brevemente no Planeta Educação através do artigo que está no link www.planetaeducacao.com.br/new/colunas2.asp?id=306), uma seqüência lógica de trabalho em sala de aula (em que pedimos a leitura de um capítulo especifico sobre o tema na célebre obra “História da Alimentação”, organizada por Mássimo Montanari e Jean-Louis Flandrin), a explanação do assunto para os estudantes e a apresentação do filme “Super Size Me”, do diretor Morgan Spurlock (a respeito do qual pode ser lido o texto “O que estamos fazendo com nosso próprio corpo...” que está no link http://www.planetaeducacao.com.br/new/colunas2.asp?id=360).

Depois de todos esses encaminhamentos, que nos permitiram compor argumentos e informações sobre o tema em questão, foram passadas instruções aos estudantes quanto à produção de um folder para que o tema McDonaldização pudesse ser transformado em um folheto informativo dobrável, daqueles que são distribuídos nos semáforos das cidades brasileiras.

Tendo em vista as particularidades do assunto em questão definimos que a produção desses folders se relacionaria aos malefícios e prejuízos causados pelo consumo de produtos fast-food.


A popularização e proliferação dos computadores nas escolas permitem que
os estudantes possam utilizar essa ferramenta para projetos que 
envolvam seus conteúdos a arte e resultem em trabalhos 
diferenciados e interessantes como os folders.

Os estudantes foram divididos em grupos, com três alunos cada, e tinham que criar um folder informativo, dobrável, contendo imagens e textos, baseado nos modelos tradicionalmente distribuídos nas ruas. Outro pré-requisito essencial era que os folders tivessem como base as aulas, o texto de Montanari e Flandrin e o filme “Super Size Me”. Também poderiam ser adicionados dados a partir de sites da Internet relacionados ao assunto.

Apesar de a tarefa ser aparentemente fácil, a produção do folder exigiu dos alunos critério e criticidade. No primeiro caso, o critério referia-se a necessidade de selecionar as informações adequadamente tendo em vista o espaço restrito onde esses dados seriam colocados. Escolher quais informações deveriam ser aproveitadas demandou atenção, leitura e discussões entre os integrantes do grupo.

A criticidade deveria aparecer no folder pelo fato de que os textos apresentados ali não poderiam ser meras cópias das fontes de pesquisa e referência. Os dados apresentados tinham que ser comentados e analisados com brevidade pelos grupos em seus folders.

O projeto faria parte do conjunto de avaliações regulares que desenvolvemos ao longo do curso. Além do conteúdo e da formatação, também seriam avaliados quesitos como lógica e coerência do texto, criticidade, aproveitamento de imagens no folder e também a criatividade na elaboração.

Ao final da atividade tive a grata satisfação de obter como resultado produções diferenciadas, que respeitaram a proposta do projeto, foram críticas e de bom conteúdo. Acredito que aos alunos ainda faltam leituras de aprofundamento e complementação, no entanto percebo que isso demanda maior maturidade e dedicação aos estudos.

O projeto dos folders pode muito bem ser transposto para outras disciplinas e suas respectivas temáticas. O que apresentamos com esse relato é apenas um piloto, uma experiência bem sucedida. Queremos também incentivar os professores a diversificar o trabalho, promover uma educação mais criativa e, consequentemente, muito mais efetiva.

 

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